Weekend’s Clip: “The Guitar Man”, do Bread

14 08 2010

Desculpem pela má qualidade do vídeo. Foi o único decente que encontrei.

Essa semana foi a volta às aulas na minha faculdade, portanto, não tô com muito saco pra escrever xD

“Guitar Man”, sucesso da década de 1970, jogou a já conhecida banda de acordes harmoniosos e singles de rock bem melódicos no topo do Billboard. Bread correu o mundo e todos se identificavam com o “Guitar Man” (guitarrista), sonho dos jovens daquela época (e dos de hoje também).

Curtam Bread. E lembrem-se: “The Guitar Man” não é uma música do Cake! É do Bread!

Nunca confudam.

@cadu_macedo





Álbum: “Revolver”, dos Beatles

25 04 2010

Decidir qual é o melhor álbum dos Beatles sempre foi uma tarefa difícil e injusta (e continuará sendo). Na verdade, não é possível dizer qual é “O” álbum de uma banda. Música é, antes tudo, sentimento. Depende de cada um.

Assim, classificando de outra forma, vamos falar sobre um álbum que, para a maioria, é um dos melhores dos Beatles (e pra mim também XD). Revolver se mostra como um álbum psicodélico, inovador, feito a base de muita loucura e com uma sonoridade incrível, totalmente apaixonante.

Este é o sétimo álbum do grupo. O anterior, Rubber Soul, também sucesso de crítica, era mais “pé no chão” e tinha menos propostas de quebra do que o Revolver. A psicodelia parece só ter chegado relativamente à banda no ano de 1966, levando as músicas ao sucesso (numa classificação feita pela revista Rolling Stone, o álbum alcançou a 3ª posição numa lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos) e fama, até os dias de hoje, de composições muito bem orquestradas.  O incrível é que todo o álbum (eu disse todo!) é uma pérola, um verdadeiro clássico que você deve apreciar e saber sobre.

Eis a tracklist:

1. Taxman – Música de protesto. Não um protesto contra guerras, crimes, ou estados ideológicos. É um protesto (até bem-humorado) contra os impostos do Reino Unido. Grande parte do dinheiro arrecadado pelos Beatles estava indo pros cofres públicos (XD), e isso não era nada interessante pra ninguém (hehehe). Voltando aos acordes, a primeira vez que uma música de George Harrison abre um álbum da banda é esta.. (ouça aqui)

2. Eleanor Rigby – Com uma letra bem triste e saudosa, Eleanor Rigby mostra a já conhecida técnica de trabalhar sozinho, feita por Paul. A canção foi escrita quase em totalidade pelo Beatle e os arranjos passaram pela mão de George Martin, o qual comandou um conjunto de 8 músicos de estúdio. (ouça aqui)

3. I’m Only Sleeping – Aqui já começa um pouco das viagens propostas pelo álbum. A voz de John Lennon é acelerada para que o ar transcendental a fundo na composição do trabalho. Só pra confirmar o nível da loucura, a guitarra foi gravada normalmente, mas com a fita de captação de trás pra frente. Assim, quando foi colocada pra tocar do jeito certo (a fita), foi a vez da guitarra de ficar de trás pra frente. Vale a pena conferir. (ouça aqui)

4. Love You To – Mostrando uma presença indiana muito forte, Love You To dá vida o lado mais espiritual e psicodélico da banda. Destaque para a citara, instrumento característico dessa faixa. (ouça aqui)

5. Here, There and Everywhere – Uma das mais conhecidas baladas românticas de Lennon e Paul. McCartney ganha a parte lead da canção, enquanto John e Harrison fazem backing vocals. (ouça aqui)

6. Yellow Submarine – Precisa falar alguma coisa? XD A única curiosidade importante é a dedicação da equipe na hora de criar os efeitos sonoros da faixa. (ouça aqui)

7. She Said She Said – É a melhor de todas para mim. Junta uma guitarra estridente com um novo tipo de compasso em músicas grupo. Pra quem entende de música, o rock possui um compasso de 4/4, e a valsa, por exemplo, possui um compasso de 3/4. Os compassos ajudam na hora de saber a velocidade, o pulso, o ritmo e o tempo de cada canção, e, por curiosidade, She Said She Said apresenta um compasso típico de valsa! Composição de John Lennon, uma letra muito viajada e uma sincronia perfeita, a música pode ser ouvida diretamente no player abaixo:

She Said She Said“by acervomusical

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8. Good Day Sunshine – Animadinha e simples, Good Day Sunshine é ótima para iniciar a semana. (ouça aqui)

9. And Your Bird Can Sing -Destaque pelo duplo solo de guitarra feito por George Harrison, a música nunca foi aprovada por John Lennon. (ouça aqui)

10. For No One – De forma bem intimista, Paul introduz uma das músicas mais bonitas do álbum. A canção foi supervisionada por George Martin, mas veio e Paul e outros ajudantes (Ringo, por exemplo) o sentimento repassado por For No One. Dor de cotovelo, eu diria. (ouça aqui)

11. Doctor Robert – Fala sobre um certo Doutor que receitava umas pílulas bem suspeitas. Sim, é isso que você tá pensando. Outra das viagens de John. (ouça aqui)

12. I Want To Tell You – Ótima composição de George Harrison (que também canta), a música traz um contexto romântico e nervoso. Destaque para o piano de Paul e, é claro, o vocal de George. (ouça aqui)

13. Got To Get You Into My Life – Inspirada nos clássicos da Motown, Got to Get é tão boa que foi usada na abertura de shows da carreira solo de Paul, assessorado pelos Wings. (ouça aqui)

14. Tomorrow Never Knows – A música mais psicodélica do álbum. Frases sem sentido, efeitos sonoros sem lógica, mistura de ritmos: tudo isso representa o significado de Tomorrow Never Knows. Nesta faixa, por exemplo, a voz de John foi alterada a fim de que parecesse com a de um monge falando com seus  fiéis. Foi feita baseada nas raízes da música indiana. (ouça aqui)

(com ajuda do site Get Back)

@cadu_macedo





Álbum: “Imagine”, de John Lennon

4 02 2010

“Puts, de novo essa música?”. Se você pensou nisso, calma. O foco deste post está justamente nas outras músicas do álbum, muito bem escritas, extremamente bem organizadas, mas que ficaram ofuscadas pelo astronômico sucesso da faixa-título “Imagine“. Portanto, vamos a curta história do álbum:

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Imagine” é o segundo álbum da carreira solo de Lennon, considerado pela crítica menos “conflitante” e desafiador do que o primeiro, “John Lennon/Plastic Ono Band“. Nas próprias palavras de Lennon, “‘Imagine’ foi feito ‘com chocolate’ para o consumo do público“. Ou seja, foi misturado o melhor de composição, com o tipo de música que o público mais gosta. Ainda assim, o álbum é impressionante.

Imagine” é composto por 10 faixas. Sua capa foi obtida apenas no final do processo, sendo bem diferente da primeira proposta: o rosto de Lennon, com o céu por trás, e seus olhos brancos. Pensou-se que esta não seria bem aceita pelo público. Tudo isso gravado para o recomendado documentário (DVD) “Gimme Some Truth: The Making of John Lennon’s Imagine“.

A presença de Yoko Ono é total. A “mulher que separou os Beatles”, segundo muitos, ajudou Lennon com as novas influências e com a finalização de seu segundo álbum. Com certeza, ela fazia um bem geral a Lennon.

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Vamos então a tracklist do álbum. Prestem atenção nas músicas além de Imagine:

1. Imagine (ouça aqui)

2. Crippled Inside – um “quase country” bem leve, Crippled Inside afirma que você pode fazer tudo que quiser, exceto esconder quando está “acabado por dentro”. Animada, essa canção “acelera” o álbum, acalmado pela introdução de Imagine. (ouça aqui)

3. Jealous Guy – a mais linda música do álbum. Jealous Guy nos introduz as desculpas dadas por um amante ao outro. Com um piano poderoso, merece o posto de melhor música. (ouça aqui)

4. It’s so Hard – Lennon volta a agitar o álbum, com esse ótimo e clássico rock (ouça aqui)

5. I Don’t Want to Be a Soldier – guitarra forte, I Don’t Want to Be a Soldier remete a constante crítica feita às guerras mundiais. Vale a pena ouvir, meio psicodélica. (ouça aqui)

6. Gimme Some Truth – Lennon explode toda a sua fúria contra os “hipócritas estressados, míopes e intolerantes”. Tudo que ele deseja é a verdade, apenas a verdade. Uma aula de sinceridade. (ouça aqui)

7. Oh My Love – bem calma. Certamente, do fundo do coração de John. Recomendadíssima. (ouça aqui)

8. How Do You Sleep? – (ouça aqui)

9. How? – apresentando dilemas humanos, How? expõe as incertezas e dúvidas de John acerca de sua vida e carreira. Lembra muito  The Long and Winding Road. (ouça aqui)

10. Oh Yoko! – muito animada, Oh Yoko! é outra canção em homenagem a Yoko Ono. Na música, John busca por ela durante toda a noite. Vale a pena ouvir! (ouça aqui)

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#opulodogato – Ficou interessado na grande obra de John Lennon? Uma imperdível sugestão é o DVD “John Lennon Imagine“.

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A genialidade é rara. Talvez seja por isso que John faz falta. Muita falta.

twitter.com/cadu_macedo