Nota de Emergência – Soko e Coquetel Molotov

30 07 2010
As primeiras notícias sobre o Coquetel Molotov 2010 já começaram a sair e… SOKO! SOKO! SOKO! SIM! SOKO! Stéphanie Sokolinski está vindo para Recife para cantar no festival e todo mundo que for vai ter a oportunidade de ouvir a ótima artista que ela é! Vamos todos odiar aqueles(as) que roubaram os corações dos nossos amados(as) em “I’ll kill her”, nos declarar ao som de “Take my heart” ou fazer as pazes cantando “It’s raining outside”. Imperdível.
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Esse ano o Coquetel vai passar por vários lugares, começando no dia 03 de setembro, mas aporta no Centro de Convenções da UFPE dias 24 e 25. Outras atrações confirmadas (até agora): Otto, Emicida, Anna Von Hausswolff, Taxi Taxi! e Taken by Trees. O Acervo vai postar mais notícias sempre que souber de algo.




Weekend’s Clip: “Here It Goes Again”, do OK Go

16 07 2010

Boa noite, pessoal! De novo, é muito bom estar de volta!

Desculpem por esses dias sem atualizar o blog, mas é que universidade não é brincadeira. xD

Hoje, completamos a trilogia iniciada há um tempo atrás: “Here It Goes Again“, do OK Go (banda conhecida por aqui ; ]), se junta a “This Too Shall Pass” e “End Love“, formando uma das melhores “trilogias” de clipes do mundo.

Fala-se muito em trilogia pois as três produções foram criadas e tiveram motivações totalmente diferentes. OK Go continua a ser uma das bandas mais influentes nos clipes “alternativos” (e caros!), mas começa agora a dividir este reinado com conjuntos ainda mais undergrounds, fechando seu ciclo de liderança isolada. Isso é bom. Quanto mais gente produzindo conteúdo, maior será a variedade e quantidade de trabalhos sensacionais. Essa é a teoria. xD

Aproveite. Quem sabe você não faz isso na academia?

@cadu_macedo





Soko

25 06 2010

Soko (Stéphanie Sokolinski) é uma cantora francesa. Eu a descobri há pouco tempo, quando uma amiga do Twitter me indicou. Eu fui pesquisar e descobri que ela só tem um EP lançado, infelizmente. O nome é “Not Sokute” e tem cinco músicas: “Dandy Cowboys”, “Shitty Day”, “I’ll Kill Her”, “Take My Heart” e “It’s Raining Outside”. Quem gosta de Regina Spektor, Kate Nash, Tiê e derivados com certeza vai gostar dela.

Não sei se gosto mais de “I’ll Kill Her” ou “Take My Heart”. “You can take my heart for a walk on the beach / you can take my heart for a little trip / you can take my heart very close to your heart / you can take my heart forever if you like”. OK, se você não chorar com isso, com certeza vai chorar com “If I take your heart, I will cherish it every day / if I take your heart, I will heal these old wounds / if I take your heart, it’s to make it happy / If I take your heart, it’s forever close to mine”. É uma daquelas músicas que você gosta de ouvir quando acorda um dia e resolve amar alguém. Ou quando está assando biscoitos em um lindo dia de Sol. A voz da Soko tá bem calminha (até infantil, mas não é um defeito) e há uns sinos tocando. É ótima.


I’ll Kill Her” foi a que mais recebeu destaque (até porque ela foi a única que virou single). Não vou dizer que seja a melhor, mas sem dúvida foi a mais indicada pra ser uma estreia. A diferença de Soko para outras artistas do gênero que eu escuto é justamente a agressividade presente nessa música: ao invés de pôr a culpa do fracasso no seu amado (um hábito muito recorrente), ela simplesmente dispara: “If I find her / I’ll kill her / she stole my future, she broke my dream / I’ll kill her”. Pra quem está acostumado ao estilo musical de Regina e companhia, isso faz toda a diferença. E acreditem, é uma música romântica.

As duas músicas se contrapõem totalmente, é verdade; a primeira é cantada por uma garota apaixonada, de bem com o mundo, super feliz. A segunda é cantada por uma mulher ressentida, enraivada, puta da vida. E não é justamente isso que todo mundo tem dentro de si? Por mais romântico que você seja, aposto que mataria “her” ou “him”. Go Soko.

It’s Raining Outside” é a música de fossa, daquelas que você ouve fumando um cigarro em uma cadeira de balanço em uma madrugada de chuva. “I run away by foot / lost in the empty street / you are supposed to follow me / but you are too proud to do it / here in my bed, you’re miles away from me / here in my head, you’re never close to me / come on, don’t be mad, I told you I need you / come on, don’t be sad, I’m still in love with you / I’m still in love with you / I’m still in love with you.” Acho que tudo já foi dito.


Soko é pouco conhecida aqui, mas ela é uma atriz até famosa na França (ela já foi indicada ao César Award pelo papel de melhor atriz) e já abriu os shows de Pete Doherty, Babyshambles, Kate Nash, Nouvelle Vague, M.I.A., dentre outros; ela já cantou na Dinamarca, Reino Unido e Austrália. Em janeiro de 2009, infelizmente, muito infelizmente, ela declarou no MySpace que estava “morta” e abandonando a carreira musical, porque a indústria da música a estava assustando e ela queria voltar a atuar. Em agosto, uma luz no fim do túnel: ela falou que havia “renascido” e agora estava escrevendo novas músicas. Ela também tem um álbum duplo (~Matheus em êxtase~) gravado, mas não pretende lançar. Mas quem sabe, né?


Essa foi a minha estreia aqui no Acervo. Eu vou voltar periodicamente com a minha coluna, “Quinto Andar“. Espero que tenham gostado.

@idealismo_

*Matheus é colunista do Acervo Musical





Álbum: “Fruto Proibido”, de Rita Lee

30 05 2010

Voltando à música brasileira, essa semana o Acervo traz o álbum que representou a consagração nacional da rainha do rock brasileiro. Em 1975, Rita Lee lança o álbum “Fruto Proibido” juntamente com a banda Tutti Frutti (sua banda de apoio após sua saída dos Mutantes).

Com nove músicas assinadas pela Rita Lee, Fruto Proibido é considerado uma espécie de manual para fazer rock em português e ocupa a 13ª posição da lista dos 100 maiores discos da Música Brasileira da revista Rolling Stones.

Vamos dar uma olhadinha na tracklist:

1. Dançar pra não dançar – é simplesmente um convite para sair da monotonia e da caretice e dançar com “um movimento qualquer”. E a música em si já tem uma batida bem chamativa e não precisa implorar muito pra sair dançando com ela. (ouça aqui)

2. Agora só falta você – esse clássico retrata a conhecida rebeldia da nossa Rita Lee. A letra faz com que você queira fazer somente aquilo que lhe dá prazer e a melodia traz uma guitarra rocheda! (ouça aqui)

3. Cartão Postal – embalada com uma batida meio blues, com direito a back vocal, a letra ironiza o sofrimento da despedida. (ouça aqui)

4. Fruto Proibido – mais um hino contra a caretice, ironizando a história bíblica do fruto proibido, que é irresistível. (ouça aqui)

5. Esse tal de Roque Enrow – outro clássico, escrito em parceria com Paulo Coelho. Uma “louvação” ao rock’n’roll, a letra traz uma mãe aflita por causa da rebeldia da filha e seu envolvimento com o revolucionário Roque Enrow. (ouça aqui)

6. O Toque – mais uma em parceria com Paulo Coelho. É uma descoberta sobre os sons da natureza e o que eles dizem sobre o universo e nosso papel dentro dele. Particularmente, essa música é muito interessante. (ouça aqui)

7. Pirataria – composição em parceria com Lee Marucci, essa música é uma crítica às proibições e restrições impostas pela sociedade. (ouça aqui)

8. Luz Del Fuego – uma homenagem à Luz Del Fuego, uma dançarina brasileira que também foi feminista e naturista que teve um papel muito importante no movimento feminista no Brasil. (ouça aqui)

9. Ovelha Negra – quase autobiográfica, essa canção se tornou um clássico que imortalizou a nossa rainha do rock. Um hino para todas aquelas pessoas que se sentem diferentes dos demais.

“Ovelha Negra” – Rita Lee by acervomusical

por @nicysneiros





Álbum: “Revolver”, dos Beatles

25 04 2010

Decidir qual é o melhor álbum dos Beatles sempre foi uma tarefa difícil e injusta (e continuará sendo). Na verdade, não é possível dizer qual é “O” álbum de uma banda. Música é, antes tudo, sentimento. Depende de cada um.

Assim, classificando de outra forma, vamos falar sobre um álbum que, para a maioria, é um dos melhores dos Beatles (e pra mim também XD). Revolver se mostra como um álbum psicodélico, inovador, feito a base de muita loucura e com uma sonoridade incrível, totalmente apaixonante.

Este é o sétimo álbum do grupo. O anterior, Rubber Soul, também sucesso de crítica, era mais “pé no chão” e tinha menos propostas de quebra do que o Revolver. A psicodelia parece só ter chegado relativamente à banda no ano de 1966, levando as músicas ao sucesso (numa classificação feita pela revista Rolling Stone, o álbum alcançou a 3ª posição numa lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos) e fama, até os dias de hoje, de composições muito bem orquestradas.  O incrível é que todo o álbum (eu disse todo!) é uma pérola, um verdadeiro clássico que você deve apreciar e saber sobre.

Eis a tracklist:

1. Taxman – Música de protesto. Não um protesto contra guerras, crimes, ou estados ideológicos. É um protesto (até bem-humorado) contra os impostos do Reino Unido. Grande parte do dinheiro arrecadado pelos Beatles estava indo pros cofres públicos (XD), e isso não era nada interessante pra ninguém (hehehe). Voltando aos acordes, a primeira vez que uma música de George Harrison abre um álbum da banda é esta.. (ouça aqui)

2. Eleanor Rigby – Com uma letra bem triste e saudosa, Eleanor Rigby mostra a já conhecida técnica de trabalhar sozinho, feita por Paul. A canção foi escrita quase em totalidade pelo Beatle e os arranjos passaram pela mão de George Martin, o qual comandou um conjunto de 8 músicos de estúdio. (ouça aqui)

3. I’m Only Sleeping – Aqui já começa um pouco das viagens propostas pelo álbum. A voz de John Lennon é acelerada para que o ar transcendental a fundo na composição do trabalho. Só pra confirmar o nível da loucura, a guitarra foi gravada normalmente, mas com a fita de captação de trás pra frente. Assim, quando foi colocada pra tocar do jeito certo (a fita), foi a vez da guitarra de ficar de trás pra frente. Vale a pena conferir. (ouça aqui)

4. Love You To – Mostrando uma presença indiana muito forte, Love You To dá vida o lado mais espiritual e psicodélico da banda. Destaque para a citara, instrumento característico dessa faixa. (ouça aqui)

5. Here, There and Everywhere – Uma das mais conhecidas baladas românticas de Lennon e Paul. McCartney ganha a parte lead da canção, enquanto John e Harrison fazem backing vocals. (ouça aqui)

6. Yellow Submarine – Precisa falar alguma coisa? XD A única curiosidade importante é a dedicação da equipe na hora de criar os efeitos sonoros da faixa. (ouça aqui)

7. She Said She Said – É a melhor de todas para mim. Junta uma guitarra estridente com um novo tipo de compasso em músicas grupo. Pra quem entende de música, o rock possui um compasso de 4/4, e a valsa, por exemplo, possui um compasso de 3/4. Os compassos ajudam na hora de saber a velocidade, o pulso, o ritmo e o tempo de cada canção, e, por curiosidade, She Said She Said apresenta um compasso típico de valsa! Composição de John Lennon, uma letra muito viajada e uma sincronia perfeita, a música pode ser ouvida diretamente no player abaixo:

She Said She Said“by acervomusical

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8. Good Day Sunshine – Animadinha e simples, Good Day Sunshine é ótima para iniciar a semana. (ouça aqui)

9. And Your Bird Can Sing -Destaque pelo duplo solo de guitarra feito por George Harrison, a música nunca foi aprovada por John Lennon. (ouça aqui)

10. For No One – De forma bem intimista, Paul introduz uma das músicas mais bonitas do álbum. A canção foi supervisionada por George Martin, mas veio e Paul e outros ajudantes (Ringo, por exemplo) o sentimento repassado por For No One. Dor de cotovelo, eu diria. (ouça aqui)

11. Doctor Robert – Fala sobre um certo Doutor que receitava umas pílulas bem suspeitas. Sim, é isso que você tá pensando. Outra das viagens de John. (ouça aqui)

12. I Want To Tell You – Ótima composição de George Harrison (que também canta), a música traz um contexto romântico e nervoso. Destaque para o piano de Paul e, é claro, o vocal de George. (ouça aqui)

13. Got To Get You Into My Life – Inspirada nos clássicos da Motown, Got to Get é tão boa que foi usada na abertura de shows da carreira solo de Paul, assessorado pelos Wings. (ouça aqui)

14. Tomorrow Never Knows – A música mais psicodélica do álbum. Frases sem sentido, efeitos sonoros sem lógica, mistura de ritmos: tudo isso representa o significado de Tomorrow Never Knows. Nesta faixa, por exemplo, a voz de John foi alterada a fim de que parecesse com a de um monge falando com seus  fiéis. Foi feita baseada nas raízes da música indiana. (ouça aqui)

(com ajuda do site Get Back)

@cadu_macedo





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22 04 2010

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30 03 2010


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