Weekend’s Clip: “Moonage Daydream”, de David Bowie

31 07 2010

A coluna “Weekend’s Clip” de hoje deixará de lado, pelo menos por um dia, os clipes de estúdio.

“Moonage Daydream”, de David Bowie, foi lançada em 1971, junto com o poderoso e lendário álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust“, obra-prima de David.

Este ao vivo, gravado no concerto de despedida de Bowie (da sua banda), em 1973, mostra o cantor na sua melhor forma do personagem Ziggy Stardust, nome do alienígena que o artista incorporou nessa época. Pra quem não conhece a história do álbum, não se preocupe, o Acervo Musical lançará a sua análise por esses dias. ; )

Apenas curtam a música e experimentem a mente de Bowie.

@cadu_macedo

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Álbum: “Fruto Proibido”, de Rita Lee

30 05 2010

Voltando à música brasileira, essa semana o Acervo traz o álbum que representou a consagração nacional da rainha do rock brasileiro. Em 1975, Rita Lee lança o álbum “Fruto Proibido” juntamente com a banda Tutti Frutti (sua banda de apoio após sua saída dos Mutantes).

Com nove músicas assinadas pela Rita Lee, Fruto Proibido é considerado uma espécie de manual para fazer rock em português e ocupa a 13ª posição da lista dos 100 maiores discos da Música Brasileira da revista Rolling Stones.

Vamos dar uma olhadinha na tracklist:

1. Dançar pra não dançar – é simplesmente um convite para sair da monotonia e da caretice e dançar com “um movimento qualquer”. E a música em si já tem uma batida bem chamativa e não precisa implorar muito pra sair dançando com ela. (ouça aqui)

2. Agora só falta você – esse clássico retrata a conhecida rebeldia da nossa Rita Lee. A letra faz com que você queira fazer somente aquilo que lhe dá prazer e a melodia traz uma guitarra rocheda! (ouça aqui)

3. Cartão Postal – embalada com uma batida meio blues, com direito a back vocal, a letra ironiza o sofrimento da despedida. (ouça aqui)

4. Fruto Proibido – mais um hino contra a caretice, ironizando a história bíblica do fruto proibido, que é irresistível. (ouça aqui)

5. Esse tal de Roque Enrow – outro clássico, escrito em parceria com Paulo Coelho. Uma “louvação” ao rock’n’roll, a letra traz uma mãe aflita por causa da rebeldia da filha e seu envolvimento com o revolucionário Roque Enrow. (ouça aqui)

6. O Toque – mais uma em parceria com Paulo Coelho. É uma descoberta sobre os sons da natureza e o que eles dizem sobre o universo e nosso papel dentro dele. Particularmente, essa música é muito interessante. (ouça aqui)

7. Pirataria – composição em parceria com Lee Marucci, essa música é uma crítica às proibições e restrições impostas pela sociedade. (ouça aqui)

8. Luz Del Fuego – uma homenagem à Luz Del Fuego, uma dançarina brasileira que também foi feminista e naturista que teve um papel muito importante no movimento feminista no Brasil. (ouça aqui)

9. Ovelha Negra – quase autobiográfica, essa canção se tornou um clássico que imortalizou a nossa rainha do rock. Um hino para todas aquelas pessoas que se sentem diferentes dos demais.

“Ovelha Negra” – Rita Lee by acervomusical

por @nicysneiros





Álbum: “Falso Brilhante”, de Elis Regina

3 04 2010

Nessa semana bem agitada no Acervo, eu trago a vocês uma das maiores cantoras da música brasileira – por muitos considerada A maior cantora da MPB: Elis Regina. Essa gaúcha, carinhosamente apelidada de “Pimentinha”, foi a primeira pessoa a inscrever a voz como instrumento na Ordem de Músicos do Brasil. Não era pra menos, com o timbre de voz classificado em mezzo-soprano, encantou todo o Brasil com suas inúmeras performances.

Dentre essas performances está o espetáculo Falso Brilhante (1975). Em cartaz por mais de um ano e com mais de 300 apresentações realizadas, esse espetáculo lançou a carreira do compositor Antônio Carlos Belchior. Um ano depois (1976), Elis Regina grava o LP Falso Brilhante. Ironicamente, a música que dá nome ao álbum não entrou na tracklist do mesmo.

***

Vamos dar uma olhadinha na tracklist do álbum:

1. Como nossos pais: o álbum já começa com uma das mais brilhantes composições de Belchior. “Como nossos pais” é uma dura crítica a uma juventude inerte que apesar de se considerar “moderna”, acomoda-se ao mesmo estilo de vida de seus pais. Perfeita interpretação de Elis, carregada com a emoção necessária para tornar essa música um clássico. (ouça aqui)

2. Velha Roupa Colorida: mais uma composição de Belchior, que fala sobre a necessidade de enxergar o novo, as grandes mudanças que estão acontecendo e “rejuvenescer”. (ouça aqui)

3. Los Hermanos: composição do argentino Atahualpa Yupanqui. A letra, embalada pelo típico ritmo latino, clama pela união dos sul-americanos (hermanos) contra as autoritárias ditaduras militares que se instalaram no continente na década de 60. (ouça aqui)

4. Um por todos: composição de João Bosco e Aldir Blanc, essa música é mais uma das belas críticas à ditadura militar. Carregada de ironia, a letra é embalada por diversos ritmos misturados. (ouça aqui)

5. Fascinação: é a versão em português de Fascination, popular valsa francesa composta por F. D. Marcheti e Maurice de Féraudy em 1905. (ouça aqui)

6. Jardins de Infância: mais uma composição de João Bosco e Aldir Blanc, a letra é composta por uma lista de brincadeiras que deveriam ser de crianças, mas que sugerem tanta violência, que parecem “brincadeiras” de adultos. (ouça aqui)

7. Quero: composição de Thomas Roth, é uma canção muito bela e que expressa o real desejo de uma vida mais livre, mais saudável e mais feliz. A música é a cara de Elis, já que se parece muito com o clássico “Casa no Campo”. (ouça aqui)

8. Gracias a la vida: composta pela cantora chilena Violeta Parra com o objetivo – originalmente – de agradecer por tudo de bom que a vida lhe deu. Mas Elis gravou essa canção com a intenção de denunciar a ditadura militar chilena. (ouça aqui)

9. O cavaleiro e os moinhos: também composição da parceria João Bosco / Aldir Blanc, essa música faz clara referência à Dom Quixote e suas aventuras. (ouça aqui)

10. Tatuagem: um clássico de Chico Buarque que ficou eternizado na voz de Elis Regina. Fala sobre a paixão de uma jovem por seu namorado, paixão tão forte que a faz querer fixar-se ao corpo do amado “feito tatuagem”. (ouça aqui)

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