Weekend’s Clip: “Here It Goes Again”, do OK Go

16 07 2010

Boa noite, pessoal! De novo, é muito bom estar de volta!

Desculpem por esses dias sem atualizar o blog, mas é que universidade não é brincadeira. xD

Hoje, completamos a trilogia iniciada há um tempo atrás: “Here It Goes Again“, do OK Go (banda conhecida por aqui ; ]), se junta a “This Too Shall Pass” e “End Love“, formando uma das melhores “trilogias” de clipes do mundo.

Fala-se muito em trilogia pois as três produções foram criadas e tiveram motivações totalmente diferentes. OK Go continua a ser uma das bandas mais influentes nos clipes “alternativos” (e caros!), mas começa agora a dividir este reinado com conjuntos ainda mais undergrounds, fechando seu ciclo de liderança isolada. Isso é bom. Quanto mais gente produzindo conteúdo, maior será a variedade e quantidade de trabalhos sensacionais. Essa é a teoria. xD

Aproveite. Quem sabe você não faz isso na academia?

@cadu_macedo





Soko

25 06 2010

Soko (Stéphanie Sokolinski) é uma cantora francesa. Eu a descobri há pouco tempo, quando uma amiga do Twitter me indicou. Eu fui pesquisar e descobri que ela só tem um EP lançado, infelizmente. O nome é “Not Sokute” e tem cinco músicas: “Dandy Cowboys”, “Shitty Day”, “I’ll Kill Her”, “Take My Heart” e “It’s Raining Outside”. Quem gosta de Regina Spektor, Kate Nash, Tiê e derivados com certeza vai gostar dela.

Não sei se gosto mais de “I’ll Kill Her” ou “Take My Heart”. “You can take my heart for a walk on the beach / you can take my heart for a little trip / you can take my heart very close to your heart / you can take my heart forever if you like”. OK, se você não chorar com isso, com certeza vai chorar com “If I take your heart, I will cherish it every day / if I take your heart, I will heal these old wounds / if I take your heart, it’s to make it happy / If I take your heart, it’s forever close to mine”. É uma daquelas músicas que você gosta de ouvir quando acorda um dia e resolve amar alguém. Ou quando está assando biscoitos em um lindo dia de Sol. A voz da Soko tá bem calminha (até infantil, mas não é um defeito) e há uns sinos tocando. É ótima.


I’ll Kill Her” foi a que mais recebeu destaque (até porque ela foi a única que virou single). Não vou dizer que seja a melhor, mas sem dúvida foi a mais indicada pra ser uma estreia. A diferença de Soko para outras artistas do gênero que eu escuto é justamente a agressividade presente nessa música: ao invés de pôr a culpa do fracasso no seu amado (um hábito muito recorrente), ela simplesmente dispara: “If I find her / I’ll kill her / she stole my future, she broke my dream / I’ll kill her”. Pra quem está acostumado ao estilo musical de Regina e companhia, isso faz toda a diferença. E acreditem, é uma música romântica.

As duas músicas se contrapõem totalmente, é verdade; a primeira é cantada por uma garota apaixonada, de bem com o mundo, super feliz. A segunda é cantada por uma mulher ressentida, enraivada, puta da vida. E não é justamente isso que todo mundo tem dentro de si? Por mais romântico que você seja, aposto que mataria “her” ou “him”. Go Soko.

It’s Raining Outside” é a música de fossa, daquelas que você ouve fumando um cigarro em uma cadeira de balanço em uma madrugada de chuva. “I run away by foot / lost in the empty street / you are supposed to follow me / but you are too proud to do it / here in my bed, you’re miles away from me / here in my head, you’re never close to me / come on, don’t be mad, I told you I need you / come on, don’t be sad, I’m still in love with you / I’m still in love with you / I’m still in love with you.” Acho que tudo já foi dito.


Soko é pouco conhecida aqui, mas ela é uma atriz até famosa na França (ela já foi indicada ao César Award pelo papel de melhor atriz) e já abriu os shows de Pete Doherty, Babyshambles, Kate Nash, Nouvelle Vague, M.I.A., dentre outros; ela já cantou na Dinamarca, Reino Unido e Austrália. Em janeiro de 2009, infelizmente, muito infelizmente, ela declarou no MySpace que estava “morta” e abandonando a carreira musical, porque a indústria da música a estava assustando e ela queria voltar a atuar. Em agosto, uma luz no fim do túnel: ela falou que havia “renascido” e agora estava escrevendo novas músicas. Ela também tem um álbum duplo (~Matheus em êxtase~) gravado, mas não pretende lançar. Mas quem sabe, né?


Essa foi a minha estreia aqui no Acervo. Eu vou voltar periodicamente com a minha coluna, “Quinto Andar“. Espero que tenham gostado.

@idealismo_

*Matheus é colunista do Acervo Musical





Weekend’s Clip: “End Love”, do OK Go

18 06 2010

Olá, povo! Quanto tempo, hein? É, mas o melhor é que voltamos com tudo.

O clipe desta sexta-feira é especial. A banda já apareceu por aqui e recebeu uma audiência muito boa, sendo um dos posts mais vistos do mês.

OK Go, como muitos sabem, sempre preferiu fazer clipes que mexessem não só com o público mais profissional, do ramo musical, mas também com pessoas que simplesmente acessavam suas músicas pela internet por curiosidade. Foi a partir daí que o grupo entrou numa onda de revolução da indústria de clipes. Os materiais produzidos e idealizados pela banda são desafiadores, engraçados e muito bem-feitos.

“End Love” é um exemplo disso. A música chega para se juntar a “This Too Shall Pass” e “Here It Goes Again”, sucessos absolutos na internet.

@cadu_macedo





Álbum: “Fruto Proibido”, de Rita Lee

30 05 2010

Voltando à música brasileira, essa semana o Acervo traz o álbum que representou a consagração nacional da rainha do rock brasileiro. Em 1975, Rita Lee lança o álbum “Fruto Proibido” juntamente com a banda Tutti Frutti (sua banda de apoio após sua saída dos Mutantes).

Com nove músicas assinadas pela Rita Lee, Fruto Proibido é considerado uma espécie de manual para fazer rock em português e ocupa a 13ª posição da lista dos 100 maiores discos da Música Brasileira da revista Rolling Stones.

Vamos dar uma olhadinha na tracklist:

1. Dançar pra não dançar – é simplesmente um convite para sair da monotonia e da caretice e dançar com “um movimento qualquer”. E a música em si já tem uma batida bem chamativa e não precisa implorar muito pra sair dançando com ela. (ouça aqui)

2. Agora só falta você – esse clássico retrata a conhecida rebeldia da nossa Rita Lee. A letra faz com que você queira fazer somente aquilo que lhe dá prazer e a melodia traz uma guitarra rocheda! (ouça aqui)

3. Cartão Postal – embalada com uma batida meio blues, com direito a back vocal, a letra ironiza o sofrimento da despedida. (ouça aqui)

4. Fruto Proibido – mais um hino contra a caretice, ironizando a história bíblica do fruto proibido, que é irresistível. (ouça aqui)

5. Esse tal de Roque Enrow – outro clássico, escrito em parceria com Paulo Coelho. Uma “louvação” ao rock’n’roll, a letra traz uma mãe aflita por causa da rebeldia da filha e seu envolvimento com o revolucionário Roque Enrow. (ouça aqui)

6. O Toque – mais uma em parceria com Paulo Coelho. É uma descoberta sobre os sons da natureza e o que eles dizem sobre o universo e nosso papel dentro dele. Particularmente, essa música é muito interessante. (ouça aqui)

7. Pirataria – composição em parceria com Lee Marucci, essa música é uma crítica às proibições e restrições impostas pela sociedade. (ouça aqui)

8. Luz Del Fuego – uma homenagem à Luz Del Fuego, uma dançarina brasileira que também foi feminista e naturista que teve um papel muito importante no movimento feminista no Brasil. (ouça aqui)

9. Ovelha Negra – quase autobiográfica, essa canção se tornou um clássico que imortalizou a nossa rainha do rock. Um hino para todas aquelas pessoas que se sentem diferentes dos demais.

“Ovelha Negra” – Rita Lee by acervomusical

por @nicysneiros





Weekend’s Clip: “We Walk”, dos Ting Tings

30 04 2010

The Ting Tings é uma banda indie britânica, formada por uma dupla muito bem criativa. Jules de Martino e Katie White, criadores do grupo, venceram concursos de televisão sobre música para jovens, orquestrado por Ivor Novello, trabalhando juntos na divulgação do Ting Tings.

Confesso que “We Walk” foi a única música boa que tive notícia através da MTV, nos últimos anos. A inovação tem chegado muito mais a mim pela internet, mas foi numa bela tarde de sábado (acho!) que tive conheci a canção no MTV Lab.

“We Walk” é do álbum We Started Nothing, ótimo pra quem curte boa música indie.

@cadu_macedo





Álbum: “Revolver”, dos Beatles

25 04 2010

Decidir qual é o melhor álbum dos Beatles sempre foi uma tarefa difícil e injusta (e continuará sendo). Na verdade, não é possível dizer qual é “O” álbum de uma banda. Música é, antes tudo, sentimento. Depende de cada um.

Assim, classificando de outra forma, vamos falar sobre um álbum que, para a maioria, é um dos melhores dos Beatles (e pra mim também XD). Revolver se mostra como um álbum psicodélico, inovador, feito a base de muita loucura e com uma sonoridade incrível, totalmente apaixonante.

Este é o sétimo álbum do grupo. O anterior, Rubber Soul, também sucesso de crítica, era mais “pé no chão” e tinha menos propostas de quebra do que o Revolver. A psicodelia parece só ter chegado relativamente à banda no ano de 1966, levando as músicas ao sucesso (numa classificação feita pela revista Rolling Stone, o álbum alcançou a 3ª posição numa lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos) e fama, até os dias de hoje, de composições muito bem orquestradas.  O incrível é que todo o álbum (eu disse todo!) é uma pérola, um verdadeiro clássico que você deve apreciar e saber sobre.

Eis a tracklist:

1. Taxman – Música de protesto. Não um protesto contra guerras, crimes, ou estados ideológicos. É um protesto (até bem-humorado) contra os impostos do Reino Unido. Grande parte do dinheiro arrecadado pelos Beatles estava indo pros cofres públicos (XD), e isso não era nada interessante pra ninguém (hehehe). Voltando aos acordes, a primeira vez que uma música de George Harrison abre um álbum da banda é esta.. (ouça aqui)

2. Eleanor Rigby – Com uma letra bem triste e saudosa, Eleanor Rigby mostra a já conhecida técnica de trabalhar sozinho, feita por Paul. A canção foi escrita quase em totalidade pelo Beatle e os arranjos passaram pela mão de George Martin, o qual comandou um conjunto de 8 músicos de estúdio. (ouça aqui)

3. I’m Only Sleeping – Aqui já começa um pouco das viagens propostas pelo álbum. A voz de John Lennon é acelerada para que o ar transcendental a fundo na composição do trabalho. Só pra confirmar o nível da loucura, a guitarra foi gravada normalmente, mas com a fita de captação de trás pra frente. Assim, quando foi colocada pra tocar do jeito certo (a fita), foi a vez da guitarra de ficar de trás pra frente. Vale a pena conferir. (ouça aqui)

4. Love You To – Mostrando uma presença indiana muito forte, Love You To dá vida o lado mais espiritual e psicodélico da banda. Destaque para a citara, instrumento característico dessa faixa. (ouça aqui)

5. Here, There and Everywhere – Uma das mais conhecidas baladas românticas de Lennon e Paul. McCartney ganha a parte lead da canção, enquanto John e Harrison fazem backing vocals. (ouça aqui)

6. Yellow Submarine – Precisa falar alguma coisa? 😄 A única curiosidade importante é a dedicação da equipe na hora de criar os efeitos sonoros da faixa. (ouça aqui)

7. She Said She Said – É a melhor de todas para mim. Junta uma guitarra estridente com um novo tipo de compasso em músicas grupo. Pra quem entende de música, o rock possui um compasso de 4/4, e a valsa, por exemplo, possui um compasso de 3/4. Os compassos ajudam na hora de saber a velocidade, o pulso, o ritmo e o tempo de cada canção, e, por curiosidade, She Said She Said apresenta um compasso típico de valsa! Composição de John Lennon, uma letra muito viajada e uma sincronia perfeita, a música pode ser ouvida diretamente no player abaixo:

She Said She Said“by acervomusical

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8. Good Day Sunshine – Animadinha e simples, Good Day Sunshine é ótima para iniciar a semana. (ouça aqui)

9. And Your Bird Can Sing -Destaque pelo duplo solo de guitarra feito por George Harrison, a música nunca foi aprovada por John Lennon. (ouça aqui)

10. For No One – De forma bem intimista, Paul introduz uma das músicas mais bonitas do álbum. A canção foi supervisionada por George Martin, mas veio e Paul e outros ajudantes (Ringo, por exemplo) o sentimento repassado por For No One. Dor de cotovelo, eu diria. (ouça aqui)

11. Doctor Robert – Fala sobre um certo Doutor que receitava umas pílulas bem suspeitas. Sim, é isso que você tá pensando. Outra das viagens de John. (ouça aqui)

12. I Want To Tell You – Ótima composição de George Harrison (que também canta), a música traz um contexto romântico e nervoso. Destaque para o piano de Paul e, é claro, o vocal de George. (ouça aqui)

13. Got To Get You Into My Life – Inspirada nos clássicos da Motown, Got to Get é tão boa que foi usada na abertura de shows da carreira solo de Paul, assessorado pelos Wings. (ouça aqui)

14. Tomorrow Never Knows – A música mais psicodélica do álbum. Frases sem sentido, efeitos sonoros sem lógica, mistura de ritmos: tudo isso representa o significado de Tomorrow Never Knows. Nesta faixa, por exemplo, a voz de John foi alterada a fim de que parecesse com a de um monge falando com seus  fiéis. Foi feita baseada nas raízes da música indiana. (ouça aqui)

(com ajuda do site Get Back)

@cadu_macedo





Weekend’s Clip: “The Sweetest Thing”, do U2

23 04 2010

Um dos clipes mais clássicos da história do pop-rock, “The Sweetest Thing” foi lançado em 1998 como uma regravação da música inicial,original de 1987. O U2 decidiu por dar um novo ar à canção a fim de inseri-la no álbum “The Best of 1980-1990”, um gigante sucesso dentre os vários álbuns de compilações existentes no mercado fonográfico.

No clipe, a gente observa a tentativa de Bono em se desculpar com a mulher por algo que fez. A explicação da história tá no fato de que, no dia de aniversário da mulher dele, Bono passou o dia todo gravando singles do novo álbum e grande sucesso da época, The Joshua Tree.

#curiosities – Para promover o single e o clipe na época, a gravadora responsável pelo grupo espalhou chocolates “Sweetest Thing” por toda a Europa. Além disso, outra curiosidade do clipe são as participações especiais: Riverdance, Boyzone, Steve Collins, Alison Hewson e outros mais.

twitter.com/cadu_macedo