Algumas sugestões

10 09 2010

Gabriela Cilmi: Sweet About Me
A voz dessa cantora parece muito com a da Amy Winehouse, só que mais animada e comercial. No refrão, ela alerta: “sweet about me / nothing’s sweet about me / yeah / sweet about me / nothing’s sweet about me.” Cativante.

Air: Run
Air é um duo eletrônico francês pouco conhecido, foi uma indicação de muito tempo atrás. Essa é a melhor música deles para mim, tavez porque tenha algum significado para mim e esse feeling triste. “I feel sad when you run run run run run run run run run run run run (…)”. O vídeo não é oficial.

Apanhador Só: O Rei e o Zé
“Um rei me disse que deixa ir tem pra sempre / e me contou que só foi rei porque pensa assim, tão diferente / e eu, que andava assim, tão zé / deixei que tudo fosse e decidi olhar pra frente”. É uma banda de Porto Alegre que está concorrendo ao VMB de Aposta MTV. Votem no Thiago Pethit! E o Apanhador só está fazendo show hoje, no Pátio de São Pedro. É gratuito.

Beck and Bat for Lashes: Let’s Get Lost
Essa é da trilha sonora de Eclipse, o terceiro Crepúsculo. É um synthpop bem triste. Viciei por muito tempo. “Just for tonight, darling / let’s get lost”.

Death Cab for Cutie: A Lack of Color
Outra recomendação, de algum tempo atrás. É uma das minhas músicas favoritas. “And all the girls in every girlie magazine / can’t make me feel any less alone / I’m reaching for the phone / to call at 7:03 and on your machine I slur a plea for you to come home / but i know it’s too late / I should have given you a reason to stay / given you a reason to stay”. Sad =C

Adele: Daydreamer
Adele é a nova Amy Winehouse (que por sinal, vai se apresentar aqui em Recife em janeiro), só que sem os excessos autodestrutivos. É uma das melhores vozes que eu já ouvi. Foi muito aplaudida pela crítica britânica. “Daydreamer” está empatada na minha música favorita, junto com “Samson”, da Regina Spektor, e “Nicest thing”, da Kate Nash.

Nô Stopa: Strange Love
Me recomendaram essa banda pelo orkut e eu sei nada a respeito dela. É um cover de Depeche Mode. “Strange Love” é uma daquelas músicas. “Strange love / strange highs and strange lows / strangelove / that’s how my love goes / strange love / will you give it to me? / will you take the pain / I will give to you? / again and again / and you return it.” É bem suave.

Thom Yorke: Hearing Damage
Da trilha sonora de Lua Nova. O vocalista de Radiohead conseguiu uma música viciante, bem sintética. É até estranha.

Regina Spektor: The Call
É da trilha sonora do segundo filme das Crônicas de Nárnia. É, na minha opinião, uma das melhores da Regina. Alimenta muito bem certas esperanças.

Tiê: Se Enamora
Essa música da Tiê eu descobri depois das outras, escondida nos porões do 4shared. É uma regravação (fantástica na voz dela) de uma música do Balão Mágico. Só ouvindo pra sentir.

@mlandinagens





Thiago Pethit

11 08 2010

Eu tenho que confessar que eu não era muito fã de MPB. Ouvia uma música ou outra, mas não conhecia o trabalho de nenhum artista, de verdade. Tudo mudou esse ano quando, em uma viagem, eu conheci Tiê (mas essa é pra depois). Depois de ser apresentado ao maior vício da minha vida, conheci agora o Thiago Pethit.  Ele é um cantor e compositor paulistano de 27 anos, e lançou o primeiro álbum, “Berlim, Texas”, esse ano (tendo outro EP, “Em outro lugar”, de 2008). Eu sou um grande fã, e tenho que confessar: ele e Tiê são a mesma pessoa; na verdade, é como se o mesmo artista ocupasse o corpo dos dois. E é claro que isso é simplesmente ótimo. Eu não sei quem influenciou quem, mas ter duas Tiês é esplêndido (hahahahahaha e que fique bem claro que minha opinião vai ser bem parcial, porque eu adoro a música dos dois); os dois até tocaram no Coquetel Molotov do ano passado (ao qual eu não fui, risos). Todo mundo que conhece Tiê também conhece Pethit, e falam que é praticamente impossível não gostar dos dois se você gosta de um. Também, né?

O álbum começa com “Não se vá”, que não é uma das minhas favoritas, mas mesmo assim é muito boa. “Espero que você não se vá / se eu não tiver nada mais para te contar / (…) é triste sim, eu sei / duas pessoas em silêncio / sempre dão tanto o que falar”. Avisando: todas as músicas do álbum são uma choradeira só sobre coração quebrado, amor perdido e coisas do gênero, portanto, se você não curte música triste, pode parar por aqui.
As minhas favoritas mesmo são “Forasteiro” e “Sweet funny melody”. Em “Sweet funny melody”, ele canta: “you can break my heart in one or two / or more than a thousand pieces / you can bring me down / you can take me high and fly and fly / oh boy, we still have / one last dance to dance / let’s take it as a bet / let’s give us one last chance”. Olha o masoquismo: “you can brake my heart in one or two / or more than a thousand pieces / you can bring me down”. Já deu pra perceber que eu também tenho uma não-correspondência, né? haha.

Outras duas músicas muito boas são “Fuga no. 1” e “Outra canção tristonha”. “Nos meus sonhos eu fujo / faço as malas e sumo / vou andando devagar pra você me alcançar / viro numa esquina e paro no mesmo lugar / em que eu te conheci / mas você não estava lá dessa vez / para me dizer pra onde devo ir”. Chore. Chore. Chore. Agora olha isso: “Dessa vez eu vou tentar sorrir / nem que seja só pra constatar que eu não consegui / e mesmo assim você não estará pra ver / (…) cada vez mais longe você vai ficar de saber / se há motivos pra eu cantar / ou só pra fazer / outra canção tristonha, sentimental, sobre você”. Outra música de destaque é “Em outro lugar”, só que ela está no EP, e não no álbum. “Já fui daqui até Paris / a pé pra te encontrar / eu vi o sol nascer ali  / e morrer do lado de lá / quando outono é aqui / estou a flor e ar”.

Enfim, Thiago Pethit é um bom artista para os ouvintes de bom ouvido, e um ótimo artista para os ouvintes de coração quebrado (hahaha). O trabalho dele fala sobre: amor, amor, amor, desilusão, amor, dor, amor, desilusão, amor, esperar o amor, amar, amar, solidão, amor. Não há nada melhor do que ouvir alguém lamentando um amor falido quando você também tem um. E se você quiser isso, ouça Thiago Pethit.

Pethit esteve domingo 25 na Livraria Saraiva, com um pocket show. Eu achei que fosse o domingo seguinte, dia 01, aí não fui. Já é a segunda vez que ele vem em Recife e eu não vou, então já viu, né? (~kk~). O site oficial dele é http://thiagopethit.com/ e o twitter é http://twitter.com/thiagopethit. Ele também está concorrendo a Aposta do Ano MTV 2010 no VMB, então, se você gostar do trabalho dele (somente se gostar!) vá no site da MTV e vote (não esqueça também de votar na Tiê para Revelação do Ano no site da Multishow, risos).

Por onde é que andarás?
o extremamente emotivo @idealismo_.
De bônus, eu upei no 4shared uma coletânia de músicas da Soko, com 17 faixas, para quem ficou interessado e é preguiçoso, ou pra quem não é interessado, se interessar (lembrando que ela vem pra Recife pro Coquetel Molotov); algumas são versões não-finalizadas, então não é minha culpa se o áudio estiver uma porcaria, hein?




Soko

25 06 2010

Soko (Stéphanie Sokolinski) é uma cantora francesa. Eu a descobri há pouco tempo, quando uma amiga do Twitter me indicou. Eu fui pesquisar e descobri que ela só tem um EP lançado, infelizmente. O nome é “Not Sokute” e tem cinco músicas: “Dandy Cowboys”, “Shitty Day”, “I’ll Kill Her”, “Take My Heart” e “It’s Raining Outside”. Quem gosta de Regina Spektor, Kate Nash, Tiê e derivados com certeza vai gostar dela.

Não sei se gosto mais de “I’ll Kill Her” ou “Take My Heart”. “You can take my heart for a walk on the beach / you can take my heart for a little trip / you can take my heart very close to your heart / you can take my heart forever if you like”. OK, se você não chorar com isso, com certeza vai chorar com “If I take your heart, I will cherish it every day / if I take your heart, I will heal these old wounds / if I take your heart, it’s to make it happy / If I take your heart, it’s forever close to mine”. É uma daquelas músicas que você gosta de ouvir quando acorda um dia e resolve amar alguém. Ou quando está assando biscoitos em um lindo dia de Sol. A voz da Soko tá bem calminha (até infantil, mas não é um defeito) e há uns sinos tocando. É ótima.


I’ll Kill Her” foi a que mais recebeu destaque (até porque ela foi a única que virou single). Não vou dizer que seja a melhor, mas sem dúvida foi a mais indicada pra ser uma estreia. A diferença de Soko para outras artistas do gênero que eu escuto é justamente a agressividade presente nessa música: ao invés de pôr a culpa do fracasso no seu amado (um hábito muito recorrente), ela simplesmente dispara: “If I find her / I’ll kill her / she stole my future, she broke my dream / I’ll kill her”. Pra quem está acostumado ao estilo musical de Regina e companhia, isso faz toda a diferença. E acreditem, é uma música romântica.

As duas músicas se contrapõem totalmente, é verdade; a primeira é cantada por uma garota apaixonada, de bem com o mundo, super feliz. A segunda é cantada por uma mulher ressentida, enraivada, puta da vida. E não é justamente isso que todo mundo tem dentro de si? Por mais romântico que você seja, aposto que mataria “her” ou “him”. Go Soko.

It’s Raining Outside” é a música de fossa, daquelas que você ouve fumando um cigarro em uma cadeira de balanço em uma madrugada de chuva. “I run away by foot / lost in the empty street / you are supposed to follow me / but you are too proud to do it / here in my bed, you’re miles away from me / here in my head, you’re never close to me / come on, don’t be mad, I told you I need you / come on, don’t be sad, I’m still in love with you / I’m still in love with you / I’m still in love with you.” Acho que tudo já foi dito.


Soko é pouco conhecida aqui, mas ela é uma atriz até famosa na França (ela já foi indicada ao César Award pelo papel de melhor atriz) e já abriu os shows de Pete Doherty, Babyshambles, Kate Nash, Nouvelle Vague, M.I.A., dentre outros; ela já cantou na Dinamarca, Reino Unido e Austrália. Em janeiro de 2009, infelizmente, muito infelizmente, ela declarou no MySpace que estava “morta” e abandonando a carreira musical, porque a indústria da música a estava assustando e ela queria voltar a atuar. Em agosto, uma luz no fim do túnel: ela falou que havia “renascido” e agora estava escrevendo novas músicas. Ela também tem um álbum duplo (~Matheus em êxtase~) gravado, mas não pretende lançar. Mas quem sabe, né?


Essa foi a minha estreia aqui no Acervo. Eu vou voltar periodicamente com a minha coluna, “Quinto Andar“. Espero que tenham gostado.

@idealismo_

*Matheus é colunista do Acervo Musical