Álbum: “Revolver”, dos Beatles

25 04 2010

Decidir qual é o melhor álbum dos Beatles sempre foi uma tarefa difícil e injusta (e continuará sendo). Na verdade, não é possível dizer qual é “O” álbum de uma banda. Música é, antes tudo, sentimento. Depende de cada um.

Assim, classificando de outra forma, vamos falar sobre um álbum que, para a maioria, é um dos melhores dos Beatles (e pra mim também XD). Revolver se mostra como um álbum psicodélico, inovador, feito a base de muita loucura e com uma sonoridade incrível, totalmente apaixonante.

Este é o sétimo álbum do grupo. O anterior, Rubber Soul, também sucesso de crítica, era mais “pé no chão” e tinha menos propostas de quebra do que o Revolver. A psicodelia parece só ter chegado relativamente à banda no ano de 1966, levando as músicas ao sucesso (numa classificação feita pela revista Rolling Stone, o álbum alcançou a 3ª posição numa lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos) e fama, até os dias de hoje, de composições muito bem orquestradas.  O incrível é que todo o álbum (eu disse todo!) é uma pérola, um verdadeiro clássico que você deve apreciar e saber sobre.

Eis a tracklist:

1. Taxman – Música de protesto. Não um protesto contra guerras, crimes, ou estados ideológicos. É um protesto (até bem-humorado) contra os impostos do Reino Unido. Grande parte do dinheiro arrecadado pelos Beatles estava indo pros cofres públicos (XD), e isso não era nada interessante pra ninguém (hehehe). Voltando aos acordes, a primeira vez que uma música de George Harrison abre um álbum da banda é esta.. (ouça aqui)

2. Eleanor Rigby – Com uma letra bem triste e saudosa, Eleanor Rigby mostra a já conhecida técnica de trabalhar sozinho, feita por Paul. A canção foi escrita quase em totalidade pelo Beatle e os arranjos passaram pela mão de George Martin, o qual comandou um conjunto de 8 músicos de estúdio. (ouça aqui)

3. I’m Only Sleeping – Aqui já começa um pouco das viagens propostas pelo álbum. A voz de John Lennon é acelerada para que o ar transcendental a fundo na composição do trabalho. Só pra confirmar o nível da loucura, a guitarra foi gravada normalmente, mas com a fita de captação de trás pra frente. Assim, quando foi colocada pra tocar do jeito certo (a fita), foi a vez da guitarra de ficar de trás pra frente. Vale a pena conferir. (ouça aqui)

4. Love You To – Mostrando uma presença indiana muito forte, Love You To dá vida o lado mais espiritual e psicodélico da banda. Destaque para a citara, instrumento característico dessa faixa. (ouça aqui)

5. Here, There and Everywhere – Uma das mais conhecidas baladas românticas de Lennon e Paul. McCartney ganha a parte lead da canção, enquanto John e Harrison fazem backing vocals. (ouça aqui)

6. Yellow Submarine – Precisa falar alguma coisa? 😄 A única curiosidade importante é a dedicação da equipe na hora de criar os efeitos sonoros da faixa. (ouça aqui)

7. She Said She Said – É a melhor de todas para mim. Junta uma guitarra estridente com um novo tipo de compasso em músicas grupo. Pra quem entende de música, o rock possui um compasso de 4/4, e a valsa, por exemplo, possui um compasso de 3/4. Os compassos ajudam na hora de saber a velocidade, o pulso, o ritmo e o tempo de cada canção, e, por curiosidade, She Said She Said apresenta um compasso típico de valsa! Composição de John Lennon, uma letra muito viajada e uma sincronia perfeita, a música pode ser ouvida diretamente no player abaixo:

She Said She Said“by acervomusical

.

8. Good Day Sunshine – Animadinha e simples, Good Day Sunshine é ótima para iniciar a semana. (ouça aqui)

9. And Your Bird Can Sing -Destaque pelo duplo solo de guitarra feito por George Harrison, a música nunca foi aprovada por John Lennon. (ouça aqui)

10. For No One – De forma bem intimista, Paul introduz uma das músicas mais bonitas do álbum. A canção foi supervisionada por George Martin, mas veio e Paul e outros ajudantes (Ringo, por exemplo) o sentimento repassado por For No One. Dor de cotovelo, eu diria. (ouça aqui)

11. Doctor Robert – Fala sobre um certo Doutor que receitava umas pílulas bem suspeitas. Sim, é isso que você tá pensando. Outra das viagens de John. (ouça aqui)

12. I Want To Tell You – Ótima composição de George Harrison (que também canta), a música traz um contexto romântico e nervoso. Destaque para o piano de Paul e, é claro, o vocal de George. (ouça aqui)

13. Got To Get You Into My Life – Inspirada nos clássicos da Motown, Got to Get é tão boa que foi usada na abertura de shows da carreira solo de Paul, assessorado pelos Wings. (ouça aqui)

14. Tomorrow Never Knows – A música mais psicodélica do álbum. Frases sem sentido, efeitos sonoros sem lógica, mistura de ritmos: tudo isso representa o significado de Tomorrow Never Knows. Nesta faixa, por exemplo, a voz de John foi alterada a fim de que parecesse com a de um monge falando com seus  fiéis. Foi feita baseada nas raízes da música indiana. (ouça aqui)

(com ajuda do site Get Back)

@cadu_macedo

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One response

27 04 2010
Bruno Alves

Boa! Como eu tinha falado, esse foi o primeiro disco dos Beatles que escutei na íntegra – antes, só conhecia as coletâneas com os big hits! E foi então que comecei a entender todo o blá-blá-blá em cima da banda. Fiquei impressionado com a sonoridade, com as experimentações de uma banda que eu gostava, mas achava superestimada.
Destaque para “Tomorrow Never Knows”, “Love You To” e “Taxman”, que abre o disco com uma porrada.
Depois foi só correr atrás dos outros discos e confirmar a genialidade dos quatro. Os meus preferidos são Revolver, Abbey Road, Sgt Peppers e o Àlbum Branco.
Beleza de post, Cadu. Agora peraí que vou ali escutar o disco…
Grande abraço!

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