Álbum: “Imagine”, de John Lennon

4 02 2010

“Puts, de novo essa música?”. Se você pensou nisso, calma. O foco deste post está justamente nas outras músicas do álbum, muito bem escritas, extremamente bem organizadas, mas que ficaram ofuscadas pelo astronômico sucesso da faixa-título “Imagine“. Portanto, vamos a curta história do álbum:

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Imagine” é o segundo álbum da carreira solo de Lennon, considerado pela crítica menos “conflitante” e desafiador do que o primeiro, “John Lennon/Plastic Ono Band“. Nas próprias palavras de Lennon, “‘Imagine’ foi feito ‘com chocolate’ para o consumo do público“. Ou seja, foi misturado o melhor de composição, com o tipo de música que o público mais gosta. Ainda assim, o álbum é impressionante.

Imagine” é composto por 10 faixas. Sua capa foi obtida apenas no final do processo, sendo bem diferente da primeira proposta: o rosto de Lennon, com o céu por trás, e seus olhos brancos. Pensou-se que esta não seria bem aceita pelo público. Tudo isso gravado para o recomendado documentário (DVD) “Gimme Some Truth: The Making of John Lennon’s Imagine“.

A presença de Yoko Ono é total. A “mulher que separou os Beatles”, segundo muitos, ajudou Lennon com as novas influências e com a finalização de seu segundo álbum. Com certeza, ela fazia um bem geral a Lennon.

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Vamos então a tracklist do álbum. Prestem atenção nas músicas além de Imagine:

1. Imagine (ouça aqui)

2. Crippled Inside – um “quase country” bem leve, Crippled Inside afirma que você pode fazer tudo que quiser, exceto esconder quando está “acabado por dentro”. Animada, essa canção “acelera” o álbum, acalmado pela introdução de Imagine. (ouça aqui)

3. Jealous Guy – a mais linda música do álbum. Jealous Guy nos introduz as desculpas dadas por um amante ao outro. Com um piano poderoso, merece o posto de melhor música. (ouça aqui)

4. It’s so Hard – Lennon volta a agitar o álbum, com esse ótimo e clássico rock (ouça aqui)

5. I Don’t Want to Be a Soldier – guitarra forte, I Don’t Want to Be a Soldier remete a constante crítica feita às guerras mundiais. Vale a pena ouvir, meio psicodélica. (ouça aqui)

6. Gimme Some Truth – Lennon explode toda a sua fúria contra os “hipócritas estressados, míopes e intolerantes”. Tudo que ele deseja é a verdade, apenas a verdade. Uma aula de sinceridade. (ouça aqui)

7. Oh My Love – bem calma. Certamente, do fundo do coração de John. Recomendadíssima. (ouça aqui)

8. How Do You Sleep? – (ouça aqui)

9. How? – apresentando dilemas humanos, How? expõe as incertezas e dúvidas de John acerca de sua vida e carreira. Lembra muito  The Long and Winding Road. (ouça aqui)

10. Oh Yoko! – muito animada, Oh Yoko! é outra canção em homenagem a Yoko Ono. Na música, John busca por ela durante toda a noite. Vale a pena ouvir! (ouça aqui)

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#opulodogato – Ficou interessado na grande obra de John Lennon? Uma imperdível sugestão é o DVD “John Lennon Imagine“.

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A genialidade é rara. Talvez seja por isso que John faz falta. Muita falta.

twitter.com/cadu_macedo

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2 responses

10 12 2014
sertaneja

Não tenho como garantir que Yoko fazia mal a John Lennon. Não os conheci de perto, Mas aqueles que garantem que ela fazia bem a ele também não os conheceram de perto. George Harrison os conheceu. E ele declarou muito depois da separação que ela não gostava dos Beatles e entrou para separá-los. Eu acredito nele. Também existe um amigo deles de Liverpool que garante que ela só trouxe malefícios. O que me deixa triste é o tanto que algumas pessoas desmerecem John, esquecidos de tudo de lindo que ele fez enquanto Beatles, para dizerem que ela foi a responsável pela sua criatividade na carreira solo. Isso é desrespeito. John sempre foi criativo e genial. Nunca precisou de uma esposa para compor e para mostrar o brilho de sua personalidade. Yoko porém é uma senhora forte de valor, pois conseguiu enganar a tantos que acreditam que ela possui algum talento. Sabemos também com certeza que sua época de melhores músicas foi durante o Fim de SEmana Perdido, sem sua presença. E que ao voltar para ele se calou por cinco anos. Ao retornar foi assassinado. Sabemos ainda que era sua intenção voltar a compor com Paul para o disco de Ringo. Uma lástima não ter acontecido. Por que Paul sim, foi uma maravilhosa influencia em sua vida.

5 02 2010
leo sobel

Apesar de não achar a carreira solo de John tão “inspiradora” quanto a de Paul e George, acho que este album figura entre os melhores já produzidos por ex-integrantes dos Beatles. Boa lembrança! Excelente post.

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